Especial Cloud: e a segurança?

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Especial Cloud: e a segurança?

 

O Gartner apresentou sua análise das 10 tendências estratégicas para os negócios em 2015. O cloud, claro, estava lá. Como abordado anteriormente, a aplicação do conceito no ramo corporativo pode trazer velocidade para as operações, redução de custos e facilidade no gerenciamento de grandes volumes de dados, entre outros prós. A segurança, no entanto, é um ponto que precisa de atenção, conforme enxergam os especialistas de TI.

 

De uma maneira geral, a segurança da informação é o aspecto mais recorrente visto pelos executivos. A possibilidade de alguém alterar dados do sistema, roubar e espionar o conteúdo existe. “A principal insegurança da maioria das organizações é ‘até que ponto podemos ter controle e confiança sobre a cloud?’”, explica Fábio Chagas, head of global sales da MC1.

 

Irregularidades para acessar o sistema contratado também fazem parte das vulnerabilidades do conceito, conforme explica Ricardo Chisman, diretor executivo e líder de estratégia digital da Accenture. “Existem problemas com alterações de informação, não só perda. Acesso indevido a um sistema, alguém que consegue fazer um pagamento que não deveria, entraves para utilizar uma solução, está tudo no mesmo guarda chuva da segurança, é algo amplo”, pontua.

 

Mas espere, não está tudo perdido. Lidar com essas ocorrências pode ser mais simples do que parece e, no geral, a estratégia é resumida em uma palavra: precaução.

 

Primordialmente, as companhias precisam se informar. “Em qualquer situação a informação corre riscos. De vez em quando, pode ser um pouco diferente, uma percepção diferente. Isso demanda uma análise com um pouco mais de profundidade para entender realmente qual é o risco que esse negócio está sujeito, se já não é algo existente, se é novo, se é uma percepção ou uma real vulnerabilidade”, lembra o especialista da Accenture.

 

É fundamental entender o conceito, suas aplicações, modelos, consequências, custos. O que, para o vice-presidente da Aspect para o Brasil, Laurent Delache, já está acontecendo. “A cultura das empresas brasileiras está se adaptando ao ambiente cloud”, acredita. Mas a velocidade dessa afinidade pode variar. “Ainda temos um paradigma a ser superado. A cultura e política interna de cada empresa podem ser obstáculos para essa mudança”, completa Milton Epelboin, especialista em novas tecnologias da Innovative.

 

A falta do hábito de se proteger é algo recorrente no ambiente corporativo, segundo Celso Souza, COO da DINAMO Networks. O tema já foi foco até de pesquisas e é algo que necessariamente precisa mudar. “Isso torna a internet um ambiente potencialmente inseguro”, explica Souza. As consequências desse tipo de “deslize” podem ser inimagináveis. “As perdas financeiras podem ser enormes e, em termos de reputação, é intangível. Imagine uma empresa com ações abertas na bolsa? Imagine milhares de números de cartões de crédito vazados, como já aconteceu? São perdas na casa dos milhões ou bilhões”, exemplifica Carlos Rodrigues, country manager da Varonis.

 

Fora todo o conhecimento prévio, há diversas possibilidades de ferramentas para auxiliar na proteção. Procedimentos, formas de monitorar adequadamente. Apesar de aparentemente novo, o conceito já está no mercado há algum tempo e muitas soluções foram aperfeiçoadas pelas empresas especializadas, lembra Chisman.

 

E para os mais preocupados?

Para Carlos Colucci, country manager da Vocalcom Brasil, conhecer e ter referências da empresa contratada para fazer a migração de modelo e manter backups são bons primeiros passos. Além disso, a companhia pode optar por não utilizar um serviço totalmente em nuvem, variando e mesclando os modelos (público, privado, híbrido)*.

 

O conceito de cloud exchange também pode ser explorado. “Uma vez que a empresa tenha o seu ambiente ou uma porta de acesso no mesmo data center onde está o seu provedor de cloud, o desempenho da aplicação é infinitamente superior. O ambiente fica a apenas a um cross connect de distância e a conexão – que é privada e com SLA de 99,999% de disponibilidade – muito mais veloz, segura e econômica”, ressalta Eduardo Carvalho, presidente da Alog.

 

No mais, não esqueça que a sua conectividade precisa ser impecável. Para um bom uso dos serviços em nuvem, é necessário uma conexão com capacidade de processar esses dados rapidamente.

 

*Quer saber mais? O Especial Cloud também vai abordar a nuvem híbrida de maneira mais profunda. A série é publicada às sextas e você pode acompanhar os desdobramentos no Facebook e Twitter pela hashtag #EspecialCloud.

 

Leia mais:
Especial Cloud: o que é?
Especial Cloud: o que realmente muda?
O que a nuvem oferece aos negócios?  
 

 

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