Novos tempos, nova cultura

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Novos tempos, nova cultura

Novos tempos, nova cultura Reprodução

 

A revolução tecnológica mudou as formas de relação: com a conectividade, grandes distâncias puderam ser simplificadas. Essa transformação se expandiu para todos os setores da sociedade e, na visão de Rosi Rodrigues, diretora de operações da Associação Brasileira de Startups, também alcançou a formação profissional. Esse quadro beneficiou o nascimento dessas empresas que tanto tem chamado a atenção atualmente: as startups.


Fundamentalmente, esses novos empreendimentos são pequenos, ágeis, buscam um modelo repetitível e escalável. O que para alguns parece arriscado, para esses players é uma cultura, com valores muito fortes. “A startup está intrinsecamente ligada à inovação. Ela olha as coisas de uma forma diferente pensando no que pode mudar”, explica a especialista.


Em sua essência, é uma formação empresarial que busca solucionar problemas, mudar o que parece ultrapassado, apostar no que ninguém pensou. Conforme aponta Rodrigues, são companhias muito ligadas à tecnologia, mas não só: é um modo de enxergar as coisas.


Essas bases e ideias criam o que se tornou recorrente de chamar de Cultura das Startups. O modo de funcionamento resultante disso está em cada espaço da empresa: entre os sócios, os colaboradores, no modo de negociar e planejar.”Uma startup não consegue fazer nada sozinha, ela olha as coisas muito mais na coletividade, com o pensamento de ‘nós somos um time’”, destaca a diretora de operações.


Dessa forma, os membros tem muito mais liberdade para criar e colaborar com o ideal desejado. “Trabalhar em uma startup traz autonomia e flexibilidade”, conta Felipe Matos, COO do programa Start-Up Brasil. “O contato é muito mais direto com o todo e pode-se observar de forma melhor o resultado e impacto prático do trabalho. Contudo, junto com mais impacto e autonomia vem também mais responsabilidade. A carga de trabalho é alta e o ambiente está em constante transformação”, completa.


Com essa coletividade, não há hierarquia e o andamento dos projetos é impulsionado por todos, o que faz esse modelo diferente das empresas mais tradicionais, cujos processos são mais estabilizados. São perfis completamente distintos, como elucida Rosi Rodrigues. “Sempre há espaço para melhorar, mas, em geral, o objetivo é: essa é nossa galinha dos ovos de ouro, esse é nosso processo. Vamos respeitar a hierarquia e é assim que as coisas funcionam. Demora um pouco para acontecer. A startup está sempre a procura, o centro dela é a inovação porque ela quer ser um produto diferenciado”.


O que faz, claro, que os profissionais sejam diferentes. “O executivo não vai nem saber o que fazer com o potencial de criatividade que vai ser dado na mão dele porque ele não está acostumado com essa liberdade”. Na startup, a criação livre é a base para os objetivos serem alcançados, mas também existem grandes exigências: o colaborador precisa ser responsável, proativo, criativo, independente. Se você gosta de desafios, esse é o caminho.

 

*O Especial Startups da B2B Magazine vai ao ar todas as sextas; continue acompanhando as discussões sobre o assunto pelo Facebook e Twitter sob a hashtag #EspecialStartups.


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