Germinadora: o importante é a semente

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Germinadora: o importante é a semente

A inovação não depende apenas de tecnologia. Não depende apenas de investimento. Essas, claro, são partes de um processo e englobam algo maior: uma cultura. A inovação começa numa ideia, floresce da capacidade, se desenvolve pelo esforço. No Brasil, o ecossistema inovador, solo fértil das startups, possui lacunas que ainda não foram preenchidas principalmente por motivos de diferenças culturais, correntes de pensamento que aqui não conseguem se reproduzir. Esse quadro foi a inspiração dos idealizadores da Germinadora.

 

“Nós olhamos para o quadro existente aqui e vimos parques industriais, incubadoras e uma grande tendência de aceleradoras. Esse modelo está mais alinhado com a 'inovação industrial' [ligada a companhias que compram esses serviços]. As aceleradoras como concebidas lá no Vale do Silício requerem todo um ecossistema que aqui nós não tínhamos, investimentos-anjo, 'love money'”, recorda Juan Bernabó, fundador da Germinadora. Seu intuito foi criar um modelo de desenvolvimento de empreendedores por meio da educação na prática.

 

“Nós somos o campinho de futebol para o pessoal praticar”, explica. Em sua percepção, atualmente no Brasil, um empreendedor com uma grande ideia, mas sempre recursos (contatos, investidores, padrinhos) não consegue espaço, dificilmente caminha para colocar seu projeto em ação. No ambiente imaginado por Bernabó, esse enredo terá um final diferente.

 

“O gargalo não está no ecossistema, não está no dinheiro, não está nos olheiros. O que faltava era um lugar para colocar em prática”.

 

Conforme contou em sua apresentação no palco Startup & Makers, na Campus Party Brasil 2015, seu principal objetivo era dar vida a um lugar que ofereça um apoio que ele não encontrava há 20 anos quando começou. “Entendemos que estamos criando um ciclo. Somos menos um espaço físico e muito mais uma comunidade de empreendedores”, conta.

 

O programa se baseia em colocar ideias em ação: a primeira fase da “estadia” na germinadora é composta por 12 semanas cujo intuito é sair do zero e fazer um negócio funcionar. A segunda etapa já é partir para estruturar a empresa e deve ter duração de 24 semanas (a semeadora ainda está fazendo testes). “Criamos um ritmo, fazemos o pessoal se mexer”, explica Bernabó.

 

Quem pode participar?
A Germinadora definiu quatro áreas que podem fazer parte do programa:

 

Negócios (Marketing, Vendas, Gerência de Projetos, Finanças, Desenvolvimento de Negócios, etc);
Técnico (Programação, Engenharia, Infraestrutura, etc);

Designer (Gráfico, de Interfaces, Digital, etc);
Especialista de Domínio de Problema (Conhecedor de alguma industria ou alguma especialidade).

 

O interessado não precisa ter uma experiência anterior empreendendo, mas é necessário conhecimento suficiente em sua área de atuação. Basicamente, a Germinadora quer buscar pessoas com perfil inovador e empreendedor que estejam buscando oportunidades e um caminho diferente. Não é necessária uma ideia de negócio nem um time. Tudo é formado lá, com a experiência em campo.  

 

“Hoje o que a gente se especializou é ajudar a mostrar valor em muito pouco tempo com muito pouco dinheiro”, especifica Juan Bernabó. O que importa para que a semente floresça é a capacidade pessoal do empreendedor, a ideia pode ser testada, aprimorada e até mesmo trocada.
 
E para os idealizadores?
O retorno dessa ação, na visão do fundador, é uma possibilidade de ter parceiros potenciais que podem virar gigantes. “O que a gente faz é comprar vários bilhetes de loteria. Fazer esse negócio semear. O que queremos é que em sete, dez anos isso vire um monstro”.

 

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