Ideias sociais podem mudar o mundo

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Ideias sociais podem mudar o mundo

“Por que as startups podem mudar o mundo?”, questiona Guto Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Confia, empresa especializada em microfinanças e empreendedorismo. Confiante, responde: “Porque nós fazemos o que ninguém faz nos dias de hoje. Porque nos preocupamos com o que vai além do mundo”.

 

Na visão de Ferreira, o sentido de seu trabalho é o que importa, o dinheiro vem como consequência. Quando um novo profissional realmente acredita naquilo pelo que está lutando, passa por todas as fases e não desiste. “Um empreendedor é todo aquele que carrega cicatrizes. Alguns quando falham dizem que não deu certo, eu costumo dizer que eu estava aprendendo”, destaca.

 

Mas o que é?
Conforme explica o especialista, uma startup social é um modelo disruptivo de negócios. “Não existe nada mais disruptivo hoje do que tentar mudar o mundo”, expõe. “O ponto aqui é fazer o que os outros não fazem, ser um ponto fora da curva”.

 

Uma produção que ilustra bastante a ideia de atuação social é a primeira propaganda da Apple. “O social nunca foi o core business do Steve Jobs, mas ele fez uma das maiores mensagens sociais de que se tem notícia. Qual é o lema? 'Pense diferente'. Seja disruptivo. É isso que quem quer uma startup social precisa ter na cabeça”, conta Ferreira.

 

 

A forma de atuar é empoderando as pessoas, criando soluções viáveis economicamente que tenham um objetivo social. “O Waze, por exemplo, pode ser considerado social. Ele não é mais do Waze, ele é do mundo”, ilustra. Como o aplicativo criou uma rede de informações sobre o trânsito – um problema social corrente – tornou possível o empoderamento. “A sua startup precisa responder a uma demanda social, mas no momento que ela crescer, deixará de ser sua e será das pessoas”.

 

Ter um propósito e desejar deixar um legado é o que faz a mudança se mover, na opinião do executivo da Confia. “O propósito move a sua vida. Difundir o empreendedorismo, mudar o mundo. Legado é algo que não pertence a você, é deixado para ser seguido pelas pessoas – isso se chama liderança”, expõe. E completa: “Não admita trabalhar por dinheiro, faça o que você ama. Se o seu propósito é acumular dinheiro, seu único legado será uma herança. As pessoas esquecerão de você”.

 

Como exemplo, Ferreira citou os aplicativos Tap Project, da Unicef, que garante um dia de água para uma criança a cada dez minutos que o usuário deixa de usar seu smartphone; Hora da Vida, uma plataforma onde médicos podem disponibilizar suas horas livres para dar uma consulta a quem precisa, entre outros. O grande show, porém, ficou para o exemplo que Ferreira fez questão que subisse ao palco de sua palestra na Campus Party 2015: o jovem desenvolvedor João Santiago, que criou o aplicativo Dá pra ir, uma rede de informações sobre acessibilidade dos locais para os deficientes, como listas de regiões mais acessíveis e classificações.

 

“Eu via a minha dificuldade de ir para os lugares e pensei que muitos que nem eu devem ter essa dificuldade de não saber se um local é acessível, se vai ser bem recebido. Daí veio a ideia de fazer um aplicativo com um banco de dados da acessibilidade dos locais públicos das cidades”, conta João. Sua intenção é que ninguém mais deixe de sair de casa por falta de acesso.

 

Para pessoas como Guto Ferreira e João Santiago, o empreendedorismo e a tecnologia são portas que levam a concretização do que ninguém acreditava. O sucesso vem de atitude e empenho. Acreditar em uma ideia é o maior investimento.

 

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