Vida de startup: como é ser acelerado?

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Vida de startup: como é ser acelerado?

No ecossistema das startups há um nome bastante conhecido: aceleradora. Essa organização basicamente ajuda os empreendedores a chegarem a um estágio mais avançado com suas ideias, elas basicamente trabalham seu crescimento. Mas como se dá esse processo?

 

“A aceleração aperta a empresa até o seu limite, faz pressão para que você saia da zona de conforto”, explica André Braga, CEO e fundador da Eventick. Em sua visão, esse é um momento de experimentação. “Não é só colocar um plano lindo e seguir com ele para sempre, precisa aprender a mudar”.

 

Apesar de variar de acordo com a aceleradora, em média, o período que as startups ficam em contato direto (presencial) com esse ambiente é de seis a dez meses. Após esse tempo, existe um acompanhamento feito de 12 a 18 meses. Desde o modelo de negócio até o pitch de apresentação, tudo é discutido, aprimorado, colocado à prova.

 

Nesse momento intenso o time aprende a lidar com metas, prazos e precisa mostrar resultados bem depressa. “É um treinamento para conseguir investidores”, aponta Julio Paulillo, sócio e cofundador do Agendor.

 

Outro ponto interessante para Julio é o modo como a aceleradora complementa a startup. “Nossa startup, por exemplo, é formada apenas por desenvolvedores. Na aceleradora existem pessoas de administração e empreendimento, é bastante complementar”. Fora isso, a maioria dessas instituições apoia os novos profissionais em toda a parte jurídica e contábil, um setor fundamental para a empresa, mas que a maioria dos novos empresários não tem muita facilidade para lidar.

 

Contato
Um ponto importante na visão dos empreendedores é o círculo de contato que acaba sendo formado na aceleradora. No ambiente, um time de acelerados tem contato com outros e nessa troca surgem muitas ideias. “Na aceleradora existem mentores que te acompanham por vezes diariamente ou semanalmente, o que ajuda muito, mas se você fizer contato com outros acelerados, às vezes eles também se tornam seus mentores”, conta George Brindeiro, fundador da Overdrive Eletrônica.

 

Preparo
“É muito perigoso receber investimentos quando você não está pronto para isso”, destaca Julio. Se o produto não foi colocado a prova, se o time não se preparou para dar cabo ao projeto, dificilmente a equipe conseguirá deixar seu modelo escalável – e isso a levará ao fracasso. “Se o empreendedor não conseguir sobreviver à pressão da aceleradora, não vai sobreviver à pressão do mercado”, finaliza André Braga.

 

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