Startups: 4 passos de uma plataforma social

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Startups: 4 passos de uma plataforma social

Startups: 4 passos de uma plataforma social Reprodução

 

As redes sociais se integraram em alto nível no cotidiano das pessoas. E, como praticamente tudo relacionado à tecnologia, representam grandes oportunidades de negócio. Os criadores da Alvanista, uma plataforma de conteúdo para gamers, Bruno Cavalcante e Rodolfo Sikora, contaram um pouco dos erros e acertos cometidos durante sua trajetória para transformar o sonho em realidade, na Campus Party 2015.

 

Escreva!
“Um empreendedor tem várias ideias. Ele precisa fazer o favor a si mesmo de escrever tudo detalhadamente. Não é algo natural, é algo que você precisa se forçar a fazer”, explica Cavalcante. O projeto inicial da Alvanista demorou mais ou menos seis meses para sair do papel porque os sócios não achavam que era o momento certo para colocar em prática. Com essa situação, Bruno destaca: não teria sido possível fazer o protótipo de plataforma se ele não tivesse registrado todas as ideias que lhe passavam para o projeto.

 

“Quando se fala de empreendedorismo, a palavra oportunidade tem uma influência muito forte. Você precisa aproveitar, mas não existe sorte, é uma questão de estar preparado para quando ela aparecer”, aponta.

 

Nesse esboço, é essencial que o empreendedor defina qual será seu público alvo. Os desenvolvedores lembram que, no início, ouviam muitas ideias e queriam agradar todos. “O que acabou acontecendo foi a existência de um produto com um monte de funcionalidades que não agrava especificamente ninguém”, recorda Cavalcante. Como exemplo, o empresário cita o Twitter: mesmo com todo o desenvolvimento da plataforma, sua ideia básica da comunicação por 140 caracteres nunca foi alterada. “É um exemplo de resistência”.

 

Faça um planejamento
“Todo mundo que gosta de empreendedorismo deve ter ouvido falar do famigerado plano de negócios. Você precisa saber em quem quer chegar, definir pontos. Parece chato, você vai perder tempo, mas é necessário”, ilustra Rodolfo Sikora. Itens como escopo do produto, equipe necessária, crescimento, expectativa de faturamento, todos devem ser muito bem pensados. Além dos mais importantes, na visão do desenvolvedor:

 

  • Definição do público: “Lembrando que público as vezes é diferente de cliente. Na Alvanista, por exemplo, todo gamer faz parte do público, mas os clientes são as produtoras de jogos”.
  • Metas e indicadores: “Não deixe de ter metas. Por mais que elas pareçam absurdas no começo, são fundamentais. Conforme os dias vão passando, isso ajuda que você tenha métricas melhores e dá segurança para reações rápidas quando elas forem necessárias”, expõe Rodolfo.
  • Estratégias de marketing: “Não deixe de colocar na planilha de custos, isso é muito importante. Demanda um dinheiro grande e às vezes o retorno é pequeno, mas faz diferença”.

 

Outro conselho dos empreendedores é procurar uma pesquisa de mercado sobre a área escolhida para desenvolver. Muitas vezes, ela dá um quadro diferente do que era esperado sobre o público e questões econômicas.

 

Acompanhe os indicadores
Quando Bruno deu corpo ao projeto, passou por algo inédito em sua vida: deu muitas entrevistas, recebeu muitos elogios, recebeu muitas resenhas positivas de sua plataforma. “Eu acreditei na imprensa, acreditei no que as pessoas diziam e isso foi um erro. É muito perigoso se deixar levar”, conta. “Esqueça as pessoas e confie nos números. Eles são bem mais sinceros e dirão se está dando certo”.

 

Ao mesmo tempo, alerta: verifique os números certos. Nesse momento inicial de divulgação, houve um enorme aumento no número de cadastrados na plataforma em muito pouco tempo e isso empolgou o desenvolvedor. No entanto, após três meses ele percebeu que seu sistema estava falho: muitos usuários se cadastraram, mas não voltavam a visitar o site posteriormente.

 

“Você não pode taxar os cadastros como a métrica mais importante. Preste atenção no número de usuários ativos, na taxa de conversão [quantos cadastros se tornam realmente ativos]”, explica.

 

Cuidado com os feedbacks
Os criadores da Alvanista insistem: não se deixe levar pelo que as pessoas falam. Num momento inicial – e mesmo depois de algum tempo de plataforma –, os usuários são um bom termômetro da usabilidade de sua ideia. No entanto, não é o feedback que vai dizer se o seu engajamento está bom, são os seus indicadores.

 

“O Steve Jobs era famoso por descartar todas as sugestões que recebia. Os usuários dizem bem o que está dando certo, o que está dando errado, mas eles têm uma visão muito restrita e particular sobre o serviço”, aponta Rodolfo.

 

Portanto, trabalhe com segmentações. Ouça as sugestões que vão ao encontro de seu projeto inicial, daquilo que você espera que o seu serviço se torne. E Sikora é direto: saiba assumir o seu papel e abrir mão daqueles que não te dizem respeito. “Já passei por casos de indicar a um usuário um outro site que conseguiria dar conta das suas expectativas. As pessoas me dizem 'mas você indica a concorrência?'. Não é questão de mandar para a concorrência. É indicar um site que faz melhor algo que, se você tentasse fazer, apenas te tiraria dos seus objetivos”.

 

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