Cinco passos para entender – e talvez mudar – seus negócios

B2B Magazine

Switch to desktop Register Login

Cinco passos para entender – e talvez mudar – seus negócios

Cinco passos para entender – e talvez mudar – seus negócios Reprodução

 

Inovação: a palavra que se faz sempre presente no calendário de um bom empreendedor. Como reinventar seu negócio se ele precisar de uma guinada?  Como pensar a partir de problemas, tangibilizando o resultado final? Como entender o momento que sua PME vive?

 

Pensando em ajudar os empreendedores a entender o momento de vivência de suas empresas e como inovar, Aziz Camali, sócio fundador da DZN, indica cinco passos para desvendar esse mistério.

 

#1 Se a sua startup está desenhada no Canvas, valendo através de um protótipo ou MVP (minimum value product), pare de sonhar com a capa da revista do mês ou a validação de um grande “gerente” investidor em uma banca de aceleração. É preciso criar algo que tenha um valor real para contribuição na vida das pessoas.

 

Jogue fora todas as pesquisas e números que servem para embasar o seu pitch e vá para rua testar e aprender com os usuários adeptos e resistentes. Busque a solução real do problema, empreender significa amor e não dinheiro. Se a jornada evolutiva do negócio não começar direito, a probabilidade de dar certo é mais baixa. Além disso, se por acaso sua namorada busca estabilidade e brincar de empreender está saindo caro, entenda que a vida pessoal e profissional, nesse caso, devem se dar muito bem para o sucesso.

 

#2 “Já sei que o ambiente corporativo que você trabalha é agressivo e o impacto de um erro, além de caro, gera demissões”, deduz Camali. Mas não esqueça: em contra partida, terceirizar a inovação dificulta a implementação e, principalmente, o engajamento de quem não participa. A maioria das organizações tenta reduzir a probabilidade das falhas, o que as leva a fazer escolhas mais seguras, sistematicamente impedindo com que sejam inovadoras.

 

#3 A desculpa verdadeira de não ter tempo para pensar em outra coisa a não ser fazer o negócio acontecer é o que pode adiar, mas não evitar, o fracasso futuro, aponta o especialista. Empreender hoje, no Brasil, com as dificuldades micro e macro econômicas, além das sociais, já é realidade.

 

“Em vez de reclamar no elevador e torcer para que o telefone toque com um cliente novo, peça ajuda para exercitar o que, no auto conhecimento, chamamos de Eu Observador, um olhar de fora dos problemas”, aponta Camali. A visão sistêmica é vital para a sobrevivência de mercados canibais baseados em modelos comerciais de promoções e soluções incrementais, ou seja, é melhor não focar de onde vem o dinheiro. Além disso, em mercados de muita concorrência, inovar pode ser mais fácil do que em algo que não ainda existe. Mas é preciso lembrar-se que certamente não será porque é mais fácil que será melhor e dará mais resultado.

 

#4 Para quem trabalha em um ambiente arquitetonicamente criativo, mas que no fundo corre atrás do rabo, trazer um novo olhar, na visão do executivo, pode ser melhor em vez de julgar os sócios e donos. Nem sempre as mudanças vem de cima para baixo. A inércia e a zona de conforto da rotina sistematizada pelo salário fixo e estável que entra na conta todo mês pode ser quebrada pela visão de quem está na operação e trás um novo olhar que também pode ser estratégico, de quem vive os problemas no dia a dia de forma diferente de um líder, ou seja, complementar.

 

Para o executivo, inovar não depende de rótulo, especializações, qualificações e muito menos posição corporativa. Basta querer e mobilizar agentes transformadores e contribuir para a mudança.

 

#5 “Se não sabe por onde começar e não se encaixa em nada explorado nos pontos acima, olhe pra dentro”, indica Camali. “Ou melhor, sinta a essência por trás de todas as coisas que fazem seu coração bater mais forte, comece experimentando as oportunidades que estão no presente e viva intensamente todos os momentos que seu agora podem te proporcionar. Piscou, passou”.

 

“A verdadeira inovação vem do aprendizado prático, estimulado pela visão sistêmica do universo do problema e da vontade de querer fazer algo que tenha real significado para você – em primeiro lugar”, finaliza.

 

Leia mais:
Novos tempos, nova cultura
A revolução do sucesso
Lidando com entraves

Compartilhe:

Submit to FacebookSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

B2B Magazine 2017 - Todos os direitos reservados.

Top Desktop version