Oito dicas para livrar seu e-commerce de fraudes

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Oito dicas para livrar seu e-commerce de fraudes

Oito dicas para livrar seu e-commerce de fraudes Reprodução


Os criminosos que atuam na internet para efetuar compras em sites de e-commerce com cartões de crédito de terceiros agem com mais frequência durante a madrugada. Esta é uma das conclusões de um estudo feito pela Serasa Experian, entre os meses de novembro de 2014 e janeiro de 2015, que mostra que a maioria das fraudes deste tipo ocorre entre 1 hora e 5 horas da manhã. Neste horário, o dia da semana preferido dos fraudadores é a quinta-feira, quando são registrados mais golpes durante a madrugada.

 

Na visão da companhia, informações deste tipo ajudam as empresas de e-commerce a prevenir fraudes. Uma medida simples que pode diminuir as perdas com golpes online é instituir o boleto como forma única de pagamento durante a madrugada, conforme orienta Marcelo Kekligian, presidente da unidade de negócios de Decision Analytics da Serasa Experian.

 

“Quanto mais um consumidor compra consecutivamente em um mesmo dia, maior o risco de ser uma fraude. Outra evidência que denota alto risco de golpe são cadastros feitos com endereços de e-mail que não contém nome ou sobrenome do consumidor”, exemplifica. “Implementar regras como essas nas lojas online é essencial para evitar fraudes e, consequentemente, a falência de um e-commerce”.

 

Segundo estimativa da companhia, a maioria das lojas virtuais que fecham no Brasil tem como motivo o excesso de prejuízos gerados por fraudes. Estes golpes online acontecem com frequência porque, para efetivar uma venda não presencial com cartão de crédito – compras pela internet ou por telefone – o lojista precisa apenas do número, data de validade e código de segurança do cartão. Sem irregularidades verificadas, como notificação de cancelamento, roubo ou perda, a administradora confirma a operação e inicia-se o processo de emissão para o suposto cliente.

 

Não é praxe usuários consultarem diariamente a fatura do cartão de crédito. Muitos apenas conferem os gastos próximo da data de pagamento. Dessa forma, o não reconhecimento de uma compra por parte do dono do cartão, cujos dados foram usados indevidamente, só ocorre dias depois de despachada a mercadoria. Acionada pelo verdadeiro cliente, a administradora cancelará o crédito do vendedor, procedimento conhecido como chargeback.

 

Os especialistas da companhia listaram algumas dicas para os empreendedores:

 

1. Boleto na madrugada

Como a maioria das fraudes no comércio eletrônico ocorrem durante a madrugada, entre 1 hora e 5 horas da manhã, instituir o boleto como única forma de pagamento neste período diminui a chance da loja ser vítima de golpes.

 

2. Histórico de transações fraudulentas
A criação de um histórico das transações que já foram identificadas como fraudulentas e que geraram os chamados chargebacks impede que novas compras sejam efetuadas pelo mesmo golpista. Apesar de simples, a medida ainda não é adotada pela maioria das lojas virtuais no Brasil e pode impedir perdas geradas por criminosos recorrentes.


3. Checagem de email
Cadastros feitos com endereços de email que não contém nome ou sobrenome do consumidor são mais propensos a efetuar fraude e merecem atenção maior do varejista.


4. Comprador assíduo
Também é importante monitorar os compradores muito assíduos, que fazem compras consecutivas em um mesmo dia, comportamento que pode ser indício de fraude.


5. CPF não basta
No e-commerce, não basta avaliar o risco de fraude apenas com a consulta ao CPF utilizado na compra. É preciso levar em conta outros fatores como o dispositivo utilizado pelo comprador (computador, tablet, smartphone ou TV), cidade, estado e até país de onde vem a compra. Para isso, há ferramentas antifraude específicas que criam regras capazes de apontar fatores suspeitos como, por exemplo, o uso de sites de tradução para realização da compra, que pode indicar fraude internacional. A ferramenta emite um alerta quando o comportamento suspeito é identificado.


6. Blindagem de segurança
Independentemente do porte do comércio eletrônico, é importante utilizar um  certificado digital de servidor para garantir que os dados inseridos na transação (como número do cartão, por exemplo) sejam protegidos por protocolos de segurança SSL (Secure Sockets Layer), que estabelecem uma conexão criptografada na transmissão das informações do consumidor. Lojas que possuem este certificado podem ser identificadas pelo consumidor, pois têm o http do endereço acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda  certificados que ativam um destaque em verde na  barra do navegador, sendo facilmente reconhecido pelo visitante do site. Um ambiente seguro gera menos interesse de fraudadores. 


7. Não dificulte a vida do consumidor
Busque soluções de prevenção e detecção a fraudes que sejam eficientes, mas que não dificultem o processo de compra, afugentando os verdadeiros clientes.


8.Comunique as melhorias ao mercado
Por fim, comunique ao mercado os investimentos em segurança e prevenção a fraudes realizados em seu comércio eletrônico como propaganda para atrair novos clientes, mantendo os mal intencionados longe.


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