É possível prosperar na crise?

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É possível prosperar na crise?

É possível prosperar na crise? Reprodução

 

O país está em crise e esse fato não se dá mais somente na visão dos economistas. O momento de economia estagnada, juros elevados, altas da inflação e do dólar está batendo à nossa porta e o reflexo disso já pode ser visto no varejo. Em tempos difíceis, os varejistas estão se sentindo cada vez mais pressionados por custos mais altos, dificuldade na fidelização dos clientes e funcionários.

 

Porém, é possível correr por fora da crise e conseguir prosperar? Acredito que sim. Mas, para isso, o varejista precisa tomar algumas iniciativas que, historicamente, não costumam investir. Aplicar maiores esforços em tecnologia, por exemplo, o faz otimizar suas operações dentro da loja, munindo de informações seus setores de logística e compras e, assim, tornando-se muito mais competitivo. Vamos a algumas destas iniciativas:

 

Qualificação e padronização da força de vendas: o varejo vem enfrentando grandes dificuldades para conseguir selecionar, qualificar e medir a produtividade de seus funcionários e prestadores de serviços em loja devido à sua alta rotatividade. Quando se encontra o profissional, a escassez de mão-de-obra é tamanha que os gerentes acabam por não treiná-los como deveriam, mandando-os para o piso de venda o quanto antes.

 

Isso gera uma qualidade ruim para sua loja e uma experiência de compra pouco satisfatória para os seus clientes; como não saber informar a localização e preço de determinados produtos, não saber exatamente qual a ordem de reposição, repondo muitas vezes um produto que não é tão procurado e deixando fora de área outro que seja best seller.

 

O ideal seria, então, implementar um padrão de treinamento. Poderia ser, por exemplo, um vídeo aula que fosse passado cada vez que tivesse um novo recrutado e um gerenciador de tarefas “Task Managment” que o guiasse a fazer as tarefas mais necessárias e monitorasse as que foram realizadas durante o seu expediente.

 

Controle eficaz da ruptura de exposição: muitos executivos imaginam que a ruptura de exposição da sua loja fique entre 5% a 8%, enquanto a realidade é um pouco pior. Após analisar muitos dos nossos clientes, pude perceber e identificar que ela costuma ficar entre 15% e 35%, nos casos mais graves. E isso não é um erro! Pude constatar pessoalmente que o cadastro de produtos da loja estava com problemas, o setor de compras deixava de comprar determinados produtos por achar que não estavam sendo vendidos na loja, uma boa parte dos produtos estavam com resíduos (com baixo estoque e avaria) e não havia sido dado a baixa no sistema, atrapalhando enormemente toda a equipe de gestão de loja e deixando o cliente muito infeliz e insatisfeito. O nome disso é prejuízo, tanto ao varejista como ao cliente.

 

Os efeitos deste controle bem realizado podem ser sentidos também quando se realizam inventários estáticos – contagem de todos os itens que constam na loja, que se dá com ela fechada. As perdas de produtos passam a ser muito menores, causando muito menos prejuízos ao final do balanço.

 

Satisfação do cliente: a maioria dos negócios trabalham incessantemente com propaganda, jornais (tabloides), promoções, entre outros meios, para conquistar novos clientes, e se esquecem de que é muito mais barato cativar, fidelizar, manter e satisfazer os seus clientes atuais. Nem sempre o preço baixo é a melhor arma para conquista-los. Muitas vezes, uma simples situação como o cliente perguntar e o atendente da loja não saber a resposta para simples questões como: “Quanto custa?” ou “Você tem mais deste produto?” pode arruinar um trabalho de toda uma equipe. Por isso, é necessário dar soluções “empowerment” para estes recursos, além do treinamento, para que eles possam informar aos clientes os preços corretos, descrição, localização e quantidade em estoque. Com isso, a chance de um cliente não encontrar o que procura diminui vertiginosamente.

 

Existem equipamentos e softwares especializados em prover soluções para este tipo de problemas, criando oportunidade para o varejista aumentar sua rentabilidade, tirar o melhor de seus recursos e, assim, aplicar diferenciais em seu negócio.


Muitos ficam assustados com esta palavra “crise”, contudo é na dificuldade que se cresce e as oportunidades nascem a partir destes momentos. E você, quer prosperar na crise?

 

*Ivan Fernandes é Diretor Operacional da GIC

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