Esqueça o e-commerce como você o conheceu

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Esqueça o e-commerce como você o conheceu

Esqueça o e-commerce como você o conheceu Shutterstock


Em meio à amarga recessão que a economia brasileira atravessa, com previsão de -2,5% no PIB para 2015, o comércio eletrônico no Brasil mostra solidez e capacidade de se manter "a prova de crise", com registros de crescimento e sinais de futuro auspicioso. A junção de empreendedores arrojados e inovações tecnológicas que estimulam compras e ditam tendências ainda está a pleno vapor desta revolução do consumo, demonstrando claramente que o melhor ainda está por vir.


A 32ª edição do relatório Webshoppers, da E-bit/Buscapé, revelou que, mesmo abaixo da expectativa inicial de 20%, o e-commerce passa bem longe de retrocessos, com estimativa de crescer 15% em 2015, chegando a R$ 41,2 bilhões no acumulado do ano. Segundo o estudo, o comércio eletrônico faturou R$ 18,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2014.


Um levantamento do Google registrou aumento de 112% na participação dos smartphones no acesso à internet no último ano no Brasil, no qual o número desses aparelhos saltou de 10 milhões em 2010 para 93 milhões em 2015. Ou seja, milhões de pessoas com acesso à internet em tempo integral. O faturamento do mercado americano de vendas online movimentou US$ 294 bilhões em 2014, devendo fechar 2015 em US$ 325 bilhões, de acordo com um estudo da Forrester.


Entretanto, o e-commerce como o conhecemos tende a sofrer mudanças. É cada vez maior a influência que o comércio eletrônico recebe de canais digitais como comparadores de preços e sites de ofertas. Isso sinaliza  que o consumidor digital (leia-se: o mesmo consumidor das lojas físicas), está cada vez menos fiel. Para engajar esse público, as lojas virtuais vão precisar acrescentar "relacionamento" aos seus fatores-chave de sucesso.    


Uma das consequências da oportunidade que esse novo cenário trará, será o crescimento dos sites de nicho e de ofertas locais, que conseguirão atender com mais precisão e agilidade as necessidades específicas de um consumidor mais conectado, impaciente, multitelas e que vai desistir imediatamente de uma compra ao saber que produto não é sustentável. Um consumidor que desponta para tornar o comércio eletrônico bem diferente do que conhecemos até agora e com força suficiente para tornar o setor cada vez mais importante na economia do país.
 
*Márcio Pascal é fundador e diretor executivo do Magote.com

 

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