5 razões para apostar nos beacons

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5 razões para apostar nos beacons

5 razões para apostar nos beacons Shutterstock


Dispositivos eletrônicos do tamanho de uma caixinha de fósforos que se comunicam por Bluetooth com outros dispositivos um pouquinho maiores, os smartphones. Enviando e captando informações. Simples de gerenciar, os devices possuem um design simpático. Vêm em diversas cores. E o melhor: são altamente personalizáveis, dado ao seu sistema de código aberto - uma maravilha para os programadores de plantão.


Você já deve ter ouvido falar deles...  Afinal, estarão cada vez mais presentes na vida de todos nós, consumidores. Beacons: objetos cuja tecnologia está fazendo a cabeça dos profissionais de marketing mundo afora que desejam aproximar ainda mais as marcas de seus públicos-alvo.  


Para se ter uma ideia, somente nos Estados Unidos, haverá 4.5 milhões desses miniequipamentos em operação até o final de 2018 - 3.5 milhões deles apenas no varejo -, de acordo com um estudo do Business Insider Intelligence, que acredita que os beacons são “a mais importante tecnologia para o comércio desde os dispositivos móveis de leitura de cartão de crédito".  


Além das diversas qualidades, sem falar no patente diferencial tecnológico, por que apostar nessa sedutora plataforma de comunicação? Eis cinco razões:


Assertividade
Ao contrário de outras plataformas de mídia pelas quais se fala com todos (e muitas vezes com ninguém), tal como vitrines de lojas, os beacons têm o diferencial da assertividade. Eles trabalham sob a premissa da proximidade total com o consumidor, numa espécie de GPS indoor avançada, com mensagens específicas a cada pessoa que passa ao seu redor.


Basta que o alvo esteja com o respectivo aplicativo instalado em seu smartphone, assim como o Bluetooth, para receber a informação.


Compatibilidade
Os beacons operam via Bluetooth, uma tecnologia presente em praticamente todos os smartphones. Diferentemente da Internet, cujo sinal pode oscilar em ambientes com fluxo expressivo de pessoas, o Bluetooth escapa ileso desse problema.  
Para o brasileiro - que, a propósito, olha seu smartphone 86 vezes por dia, segundo o Google - isso significa uma experiência mais fluida com a marca, sem frustração.  


Versatilidade
Os beacons podem ser instalados em diversos locais propícios à interação, como lojas, bares, restaurantes, museus, agências bancárias, centros de convenções e exposições, entre outros espaços.  


Em um supermercado, por exemplo, o sistema é capaz de identificar por qual gôndola o cliente caminha e, assim, enviar a ele ofertas exclusivas - com base em seu histórico com a marca e, claro, na sua movimentação pelo ponto de venda.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a varejista Macy´s implementou mais de quatro mil beacons em suas lojas pelo país após um período de testes bem-sucedidos em Nova York e São Francisco – movimento já posto em curso por outros varejistas ao redor do mundo.


Interatividade
Em vez de apenas receber uma determinada informação, com a interatividade o consumidor se torna parte da história. Por se tratar de uma tecnologia altamente personalizável, podem ser integrados promoções e games corporativos à plataforma dos beacons.
No primeiro semestre deste ano, na Noruega, a Coca-Cola juntou forças com dois parceiros em uma campanha promocional: um cinema e um jornal de grande presença. A ação, realizada em uma das salas da rede CAPA, distribuiu gratuitamente refrigerantes ou ingressos para próximas sessões a todas as pessoas que tinham o app do jornal instalado em seus smartphones. Os participantes podiam pegar a Coca-Cola, na hora ou clicar no ícone que as redirecionavam para ganhar um ingresso.


Para quem busca atingir em cheio as novas gerações de consumidores, interatividade é fundamental – uma vez que o público mais novo busca protagonismo junto às marcas, participando efetivamente de suas ações.  


Profundidade
Os beacons são uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que envia conteúdo personalizado ao público, também coleta valiosas informações sobre ele. Seja no ambiente físico (comportamento no local) ou no digital (informações mais curtidas, “favoritadas” e compartilhadas nas redes sociais).


Exemplo: durante a New York International Auto Show, em abril, a Toyota contou com mais de 60 beacons em seu estande. A montadora buscou exatamente compartilhar informações de forma diferenciada, identificar o comportamento do seu visitante e, entre outras coisas, saber quais foram os pontos mais "quentes" do espaço, o número de visitantes únicos, e as taxas de conversão. Uma alternativa (ou complemento) às tradicionais fichas de lead e planilhas de Excel.


Isso mostra que saber quem, como, quando, por que, e durante quanto tempo as pessoas ficaram paradas em cada seção do seu ambiente comercial pode significar o sucesso ou fracasso do seu negócio em tempos de concorrência acirrada, consumidores antenados e, claro, big data/analytics.


Em suma, hoje o marketing de proximidade é mais do que uma realidade. É uma necessidade. E, ao que parece, os beacons – como sugere o nome, em inglês – serão um dos faróis dessa nova relação entre marca e consumidor.

 

*Nanni Brandão é diretora de Criação e sócia-fundadora da Blumer art.Interativa

 

Leia mais:
Beacons: uma revolução na experiência do consumidor
Beacons: informação, marketing e inovação
Cinco tecnologias indispensáveis para o varejo em 2015

 

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