Ações e usuários em queda: seria o começo do fim do pássaro?

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Ações e usuários em queda: seria o começo do fim do pássaro?

Ações e usuários em queda: seria o começo do fim do pássaro? Reprodução


“Só um milagre pode salvar o Twitter”. Essa é a avaliação do especialista em marketing e professor da ESPM, Gabriel Rossi. O serviço de microblog apresentou prejuízo de US$ 521 milhões em 2015, o que resultou em uma queda de 50% nas suas ações. Rossi aponta que uma das falhas é a inconstância no comando da companhia. “A troca excessiva de executivos gerou a percepção generalizada de investidores de que a empresa não estava madura o suficiente. Também é muito difícil criar uma estratégia sólida e consistente com tão frenética dança de cadeiras”, afirma.


Outro problema a ser enfrentando é a perda de usuários, principal base para arrecadação.  Recentemente, foi anunciado um novo algoritmo para a timeline do Twitter, semelhante ao usado pelo Facebook, para tentar mudar o cenário. O resultado foi catastrófico, irritando os seguidores mais assíduos, que subiram a hashtag #RipTwitter, o que escancara ainda mais sua derrocada.


Segundo Rossi, as promessas que cercavam o microblog permaneceram como promessas - a empresa não soube adquirir ferramentas com sabedoria e perdeu completamente o rumo.  Ao compará-la, por exemplo, com seu principal concorrente, o Facebook, que possui ferramentas como o Instagram e o WhatsApp, o Twitter teve apenas alguns lampejos com o Vine e o Periscope. “Isso sem falar que demorou a construir um ecossistema favorável para anunciantes”.


 Na visão do especialista, o fim drástico para a empresa seria sua compra. Hoje, seu valor de capitalização de mercado é de U$ 10 bilhões – menos de um terço do que já valeu -, tornando-se acessível para um número razoável de corporações com a cultura de compra/aquisição/merger. “E isso só faz aumentar as especulações em torno de uma possível aquisição”, relata Rossi.


Mas também há uma lição a aprender com o Twitter. “Afinal, todo esse cenário instiga um questionamento mais amplo e sem resposta fácil.  Dúvidas começarão a regar os pensamentos de investidores e players do mercado. Qual o ciclo de vida de uma marca que nasceu no universo digital?  Marcas construídas no mundo analógico têm existido tempo suficiente para termos algum senso de quanto tempo elas sobrevivem. Mas e as digitais?”, comenta.


“Será que elas possuem uma expectativa de vida diferente em relação as físicas? Além do IPO, quais outros caminhos estão abertos para estas empresas? O que acontecerá quando  o período de expansão acabar?  De fato, muitas dessas marcas terão de encontrar maneiras de mostrar maior substância ao mercado e estrutura para  que a cultura de cada uma prospere,” finaliza. Resta-nos observar.

 

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