Lições de 20 anos de Tomb Raider

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Lições de 20 anos de Tomb Raider

Lições de 20 anos de Tomb Raider Divulgação


O ano de 2016 ficará marcado pela Operação Lava Jato, pelo atentado em Bruxelas, pela morte de David Bowie – e estamos apenas no mês de março. Para os fãs de grandes jogos, porém, 2016 é um ano que merece ser comemorado. Logo após o lançamento de The Rise of Tomb Raider, a nova aventura (ou prova de sobrevivência) da heroína Lara Croft, a saga Tomb Raider completa 20 anos.


Lara Croft nasceu três anos antes do jogo – em 1993, assim como esta repórter que aqui escreve. Costumamos não lembrar muito do início das nossas vidas e não sei se Lara tem memórias claras da infância. O fato é que eu não tenho e não faço ideia de como aconteceu meu primeiro contato com a saga.


O fato é: cresci com Tomb Raider. Sempre irritei os amigos e familiares porque nunca fui uma jogadora muito habilidosa, sempre demorei para avançar as fases e construí um mundo prazeroso e antissocial, só meu e da querida Lara Croft.


Só depois dos meus 22 anos, porém, com Curso Superior completo e alguns anos longe do videogame entendi a grandiosidade da heroína que me acompanha desde a infância. Por meio de Tomb Raider, é possível viajar o mundo – tenho vontade de conhecer o Camboja justamente por causa de Lara – e despertar curiosidades históricas e mitológicas aos montes. Exemplo disso é o mapa abaixo, que mostra os caminhos percorridos pela personagem.


E o que podemos aprender com ela?
Ainda no mês das mulheres, é necessário ressaltar a força e a coragem da heroína que supostamente se tornou órfã quando jovem. A história dela tem mais de uma versão, mas meu imaginário sempre associa Lara a uma aventureira, arqueóloga, corajosa, que se viu sozinha logo jovem.


O ponto é: assim como o mundo e como os fãs, Lara evoluiu – nos gráficos, na história e até no sentido politicamente correto. Exemplo disso é que, no início da saga, a personagem chegou a matar animais sem sentir pena. O fato foi alvo de críticas e, ao longo dos anos, Lara se tornou mais humana e consciente.


Em Underworld, um dos jogos mais recentes, Lara demonstra a angústia ao matar – tanto animais para caça quanto o primeiro homem que assassina para se defender. É uma metáfora, mas a mudança do jogo pode gerar reflexões. Lembro que, aos mais ou menos sete anos, eu sentia tristeza ao matar o tigre que surgia logo no começo do segundo jogo da saga. Inclusive encontrei uma estratégia para fugir dele, ao invés de assassiná-lo.


O fato é que, cada vez mais, jogar Tomb Raider é como assistir a um filme e perceber como ela cresceu – e como nós, fãs, crescemos junto. É como estar como uma velha amiga. Ver a Lara Croft vencer é sentir-se vitoriosa junto a ela. Que venham muitos jogos, muitas evoluções e uma Lara cada vez mais bela e cada vez mais real.

 

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