Do outro lado da crise está a inovação

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Do outro lado da crise está a inovação

Do outro lado da crise está a inovação Shutterstock


Enquanto muitos só sabem pensar e falar do fantasma da crise econômica que “assombra” o país, outros aproveitam para encontrar a inovação e impactar seus negócios. Quem nunca ouviu falar que são os problemas que geram novos negócios? São deles que partem as grandes ideias, a vontade de mudar e fazer diferente. É partindo de uma questão que surge a necessidade de inventar algo que acabe com ele e traga a solução. Então eu te pergunto, por que não aproveitar esse momento de “crise econômica” para inovar?

 

Existem algumas peculiaridades da crise que saltam aos olhos dos empreendedores. Alguns saltos dão medo mesmo. Falar de crise é falar de abismo, oportunidade e transição. É período de estabilizar-se para transitar, apesar do “precipício” também ser bem disputado. Acredite: há aqueles que se jogam nesse abismo para agarrar oportunidades de se destacar.
 
Há uma crise que é real, mas há também a expectativa da crise. Esses eventos são cruciais para ativar o varejo, como investimento em pequenos produtos que geram grande demanda, por exemplo, o Ali Express e outros marketplaces, que são a onda do momento. É o famoso comportamento do consumidor que compra pequenas coisas que dão muito prazer. Com toda essa conversa de que o país está em crise, uma coisa é certa, ninguém vai comprar uma geladeira agora, os consumidores vão comprar capinhas para celulares, mouse que pisca, pequenos acessórios. E, para ganhar, o varejo precisa abrir brechas para negociar. Há estratégias para que as grandes e pequenas empresas se destaquem nesse momento.
 
Uma das iniciativas que será destaque para os varejistas que aproveitarem esse momento para crescer é atribuir serviços que vão além do produto para que sua marca alcance a preferência do consumidor. Nessa fase da economia, é um luxo para o seu negócio a preferência. Então, contribua vendendo mais do que o simples produto, aperfeiçoe a entrega, dê vantagens, crie campanhas de fidelização... Conquiste o desejo de comprar do seu cliente, vá mais além, seja criativo e inove, agregando novos serviços ao que é básico. É furar a fila na hierarquia do consumo. E nesse caso não é feio, é estratégia de mercado.
 
Ligue seus produtos aos momentos da vida de seu cliente e torne-os necessário. O que esses produtos têm a ver com o cotidiano do seu consumidor final? Não saber a resposta é torná-los irrelevantes e ganhar prioridade nos itens que podem ser cortados das despesas para economizar. Faça links bem elaborados do seu produto ao dia a dia do cliente. Aproveite a crise para gerar novas oportunidades e tornar seu negócio mais escalável.  Ao final, ganham os consumidores e sua empresa.

 

No fundo, é do outro lado da crise que está à inovação.
 
*Michel Alcoforado é sócio fundador da Consumoteca, agência especializada no consumo e nas tendências de comportamento do brasileiro

 

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