Os impactos da mobilidade no cotidiano das pessoas

B2B Magazine

Switch to desktop Register Login

Os impactos da mobilidade no cotidiano das pessoas

Os impactos da mobilidade no cotidiano das pessoas Shutterstock

 

A internet foi a grande inovação dos últimos tempos nos quatro cantos do planeta, possibilitando que povos distantes se encontrassem e dúvidas fossem esclarecidas. Com ela, surgiu a possibilidade de encontrar todo tipo de coisa que buscamos em apenas um clique, abrindo caminhos tanto para os estudos quanto para os negócios. Além disso, a tecnologia hoje nos permite acessar tudo pela palma da nossa mão. Mas será que paramos para refletir até que ponto isso é bom ou ruim para a sociedade?

 

Os impactos positivos são quase óbvios, pois houve uma revolução no modo das pessoas pensarem e agirem. Os dispositivos móveis passaram a fazer parte da vida diária, seja no modo de comprar, de se comunicar, de se divertir, de estudar e trabalhar. Em meio a esse turbilhão de informações, nós sequer paramos para pensar nos impactos negativos que a mobilidade e a internet podem trazer, caso não sejam usadas com moderação.

 

O principal impacto negativo é a dependência que a tecnologia pode causar na vida das pessoas. Essa característica já é caso de estudo e tem nome: Nomophobia, do inglês No Mobile Phobia, que nada mais é que o medo ou angústia que as pessoas sentem em simplesmente pensar em ficar sem seu celular ou na perda dele, além de afetar principalmente as pessoas viciadas em redes sociais. Imagine a situação. De acordo com um estudo realizado com mil pessoas no Reino Unido mostra que 66% das pessoas ficam muito angustiadas com a ideia de ficar sem seu celular e os mais afetados são os jovens de 18 a 24 anos.

 

Porém, apesar desses problemas, a mobilidade se tornou um ponto central no estilo de vida da sociedade moderna. Ganhamos tempo podendo conferir e-mails, mensagens e fazer consultas de onde estivermos. Mas ao mesmo tempo, podemos perder o foco facilmente com as notificações que desviam nossa atenção, pois elas geram ansiedade. Quem nunca achou que ouviu o celular tocar sendo que não tinha acontecido?

 

Além disso, há um item muito comum principalmente no mundo corporativo: as pessoas se sentem ansiosas para cobrar respostas de e-mails e mensagens enviadas por aplicativos, gerando ainda mais ansiedade em ambas partes. A mobilidade pode afetar diretamente a nossa vida pessoal e, principalmente, nossa saúde. É preciso equilíbrio, evitando principalmente ser multitasking (fazer várias tarefas ao mesmo tempo). Por muitas vezes, as ferramentas como smartphones, tablets e notebooks nos ajudam a estar conectados o tempo todo, nos permitindo acumular cada vez mais atividades simultâneas.

 

Para as empresas de hoje, esse profissional “multitasker” pode ser bem visto, mas a verdade é que, nosso cérebro não é verdadeiramente “multitask”. Ficamos trocando de foco constantemente, entre uma tarefa e outra, o que leva ao esgotamento com o tempo. Ou seja, o que parece ser algo positivo, na verdade pode prejudicar nosso rendimento e saúde, aumentando estresse e ocasionando o não cumprimento das atividades que foram planejadas.

 

A questão aqui não é criticar a mobilidade, muito pelo contrário. Porém, vale pensar sobre como podemos ser afetados de maneira negativa e criar parâmetros que nos auxiliem de alguma forma para não sermos afetados pelo estresse e ansiedade. É preciso balancear o uso da tecnologia e às vezes se desligar por completo. Apesar de ser ávido por tecnologia, acredito que nenhuma conseguiu substituir o contato pessoal, por enquanto. Por enquanto...

 

*Gustavo Paulillo é CEO do Agendor

 

Compartilhe:

Submit to FacebookSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn
" num_posts="7" width="600">

B2B Magazine 2013 - Todos os direitos reservados.

Top Desktop version