5 dicas para sua empresa sobreviver aos primeiros anos

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5 dicas para sua empresa sobreviver aos primeiros anos

5 dicas para sua empresa sobreviver aos primeiros anos Shutterstock


Com a atual crise econômica e alta do desemprego, cada vez mais profissionais estão buscando no empreendedorismo uma forma de obter renda. Fazer com que sua empresa sobreviva aos primeiros anos, no entanto, é um dos maiores desafios. Dados do IBGE, de 2015, apontam que mais da metade das empresas abertas no Brasil não chegam aos quatro anos.


Ter uma boa ideia, juntamente com vocação para empreender, é o primeiro e importante passo para não fazer parte da metade das empresas que sucumbem precocemente. Porém, a falta de conhecimento de gestão e mercado aliadas às dificuldades que aparecem no dia a dia, fazem com que muitos se assustem por não estarem preparados para enfrentá-las. Por isso, Cristiano Freitas, especialista em gestão financeira e sócio-fundador da Syhus, escritório com foco em soluções financeiras, contábeis e tributárias para startups e empresas de tecnologia, lista cinco pontos de atenção fundamentais para que sua empresa seja uma sobrevivente e cresça. Confira:


1. Finanças pessoais x finanças da empresa
É importante dividir totalmente as finanças pessoais e empresariais, pois apenas dessa forma será possível avaliar com segurança a situação financeira do seu negócio. Retiradas não programadas são o primeiro passo da desorganização das contas, pois dinheiro em caixa não é lucro. No início, defina um pró-labore viável para o negócio e que supra o necessário para você se manter, e conforme a empresa apresente lucro, avalie a possibilidade de aumentar seus ganhos.


2. Use o fluxo de caixa como termômetro
O fluxo de caixa é uma eficiente ferramenta onde é possível acompanhar toda a movimentação de valores da empresa, baseado na entrada e saída de dinheiro. Muito importante para a tomada de decisão, com ele sua empresa consegue realizar projeções para os próximos períodos de atuação, suportando as decisões estratégicas. É fundamental que você mantenha atualizado e acompanhe seu fluxo de caixa evitando, assim, surpresas desagradáveis em relação à verba disponível e consiga direcionar seus investimentos.


3. Não extrapole sua capacidade financeira
Para crescer é necessário investir. Porém, é fundamental que sua empresa respeite a capacidade financeira. Antes de tomar qualquer decisão sobre onde e como investir, analise a realidade das finanças do seu negócio. Verifique, por exemplo, se existem gastos a serem cortados. Se precisar de capital externo para equilibrar o caixa, em última instância recorra a um empréstimo tradicional de bancos, que possuem taxas de juros altíssimas.


4. Precificação é (muito) importante
Primeiramente, é preciso entender exatamente quais são os fatores internos (custos fixos e variáveis do negócio, despesas, indústria de atuação, qualidade) e externos (concorrência, restrições legais, cenário econômico, impostos) que influenciam no preço do seu produto ou serviço. Com esses dados em mãos, é necessário ter claro qual será o posicionamento de mercado: cobrar a média dos concorrentes, ser a opção mais em conta ou ainda se destacar pela qualidade e diferenciação e estar entre os que cobram mais, para só então poder efetivamente ter seu preço, que deve apresentar equilíbrio entre lucratividade e competitividade.


5. É preciso saber escolher um sócio
Não é exagero dizer que uma sociedade é praticamente um casamento. Em ambas as relações, compartilham-se as alegrias, tristezas, a convivência e as tomadas de decisão. Diante desse cenário, é fundamental que a parceria seja composta por profissionais que tenham conhecimentos complementares, que compartilhem da mesma visão sobre os rumos do negócio e que mantenham diálogos constantes, a fim de evitar mal-entendidos. Porém, assim como acontece em um casamento, para que as regras, direitos e deveres sejam para valer, é preciso formalizar a união. No caso da sociedade empresarial, este documento é o contrato social. Ali devem constar todas as situações possíveis, especificando qual o papel de cada um no negócio e até o que acontece em uma possível separação, sempre com foco na perenidade da empresa e não em interesses individuais.

 

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