Pokémon Go é demais, mas não é realidade aumentada

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Pokémon Go é demais, mas não é realidade aumentada

Pokémon Go é demais, mas não é realidade aumentada Divulgação


O Pokémon Go estreou apenas em quatro países e, curiosamente, já virou uma febre mundial. Mas há um equívoco gritante sendo cometido mundo afora sobre o jogo: definitivamente, o game da Nintendo não é um exemplo de realidade aumentada.
Hoje, especialistas no assunto categorizam a percepção sob a mediação da tecnologia em quatro categorias: as realidades aumentada, mediada, melhorada e a virtual. Pode parecer preciosismo e até chatice Nerd, mas a verdade é que “uma coisa é uma coisa”, “outra coisa é outra coisa”.


Realidade virtual é o transporte do usuário (normalmente por meio de um avatar) para um mundo totalmente digitalizado ou virtual. Ou seja, somos transportados para um mundo não real por meio da mediação da tecnologia. Já a realidade aumentada é praticamente o inverso da virtual. Por meio da tecnologia, é possível aumentar a percepção da realidade o que inclui a temperatura ambiente, velocidade do vento, comunicação, nome das pessoas ao redor… ou seja, tem-se a ampliação do mundo real.


Existem dois exemplos recentes e clássicos de realidade aumentada. A primeira é o “cool” Homem de Ferro. Tony Stark é um ser humano comum (ok, um bilionário e super inteligente comum) até vestir o traje de última geração. Dentro da armadura, ele tem uma percepção infinitamente superior da realidade por meio do capacete. As informações são geradas pela inteligência artificial conhecida como Jarvis, elevando assim a visão do personagem do mundo ao redor. O Google tentou fazer isso com o Google Glass, quando prometeu inúmeras informações visíveis por meio de sua lente. O resultado, no entanto, foi pífio.


Realidade mediada
A realidade mediada, sim, é a tecnologia por trás do Pokémon Go. E a primeira reflexão que devemos fazer sobre o assunto é: monstrinhos de mentirinha podem aumentar a percepção da realidade? Não mesmo – ou alguém me convença que Pikachus existem. A realidade mediada está no meio do caminho entre virtual e aumentada. Por intermédio de um dispositivo, temos a inserção de elementos não reais no mundo real, como é o caso do Pokémon.


Em outras palavras, Pokémons não existem e não poderiam aumentar a percepção da realidade. Eles vivem em um mundo de imaginação e é lá que habitam. A Nintendo mediou a inserção de monstrinhos em ruas e avenidas da cidade por meio de um smartphone, mas sabemos que eles não estão lá. De novo: é o contrário da realidade aumentada, que agrega informações reais de modo virtualizado ao mundo real por meio de um lente.


O professor da USP e coordenador do laboratório de realidade virtual chamado “Caverna Digital”, Marcelo Zuffo resume a polêmica de maneira bem simples. “Existe um contínuo entre o real e o virtual. Por conta disso, existem várias classificações: as realidades virtual, misturada e realidade aumentada. A realidade virtual é virtual, a aumentada é real, mas com alguns elementos virtuais. A aumentada está no meio”, afirma.


E a realidade melhorada? Como o próprio nome diz, é o aperfeiçoamento da realidade. Em outras palavras, é uma “photoshopada” do mundo real, mas com elementos reais – ou possíveis.
 
Realidade aumentada – Homem de Ferro
 

 


Realidade aumentada – Google Glass
 

 


Realidade mediada – Pokémon Go
 

 


Realidade mediada – Minecraft by Hololens

 

 

 

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